terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Construção de Modelos didáticos para o Ensino de Ciências

Apesar do título fazer referência para a construção de modelos didáticos para o Ensino de Ciências, temos que antes disso, relatar a nobre iniciativa do colega George Bento, em implantar um Clube de Ciências na EE Ângelo Ramazzotti, no espaço do Laboratório de Ciências, o qual criou em paralelo, um blog para que pudesse realizar uma divulgação na internet.

Fig. 01 - EE. Angelo Ramazzotti

Depois desta ressalva, entraremos em definitivo na apresentação e discussão do tema desta postagem.

Recursos didáticos
Muito se discute o tema relacionado, com o que ensinar ciências, assim como, o porquê, o como e para quê, alem de outros questionamentos. No mas, tem-se que, com o quê ensinar ciências, abrange os recursos didáticos, pois é lógico, que não será somente em meio oral, abstrato que nossos alunos conseguiram "aprender" algo, necessita-se neste enfoque a utilização de materiais, os quais sejam palpáveis para os alunos, algo que seja manipulável.
Em especial, relataremos a eficácia do exercício tátil, uma vez que, o ensino que propicie o exercício da maioria dos sentidos, consequentemente subsidiara uma maior e melhor aprendizagem.
Em tese, tais recursos, auxiliam não só os docentes, pois facilita seu trabalho, mas também auxiliam os discentes, logo, um material que contribui para o ensino/aprendizagem.

Construção dos modelos didáticos
Na experiência proporcionado pelo colega George no Clube de Ciência do Angelo Ramazzotti, tem-se a utilização de modelos didáticos a partir de MASSAS DE MODELAR CASEIRAS,  para o ensino de ciências, na abordagem do estudo do Sistema Digestório. Neste caso, a atividade se deu em conjunto, professor e aluno, puderam construir o recurso didático, algo que divergi da maioria das experiências, pois o que se observar é a construção de tais recursos, somente pelo professor.

A seguir apresentaremos, as três etapas da atividade, sendo elas:
1 - Material utilizado;
2 - Preparo e Montagem do material (fotos);
3 - Observação de peças anatômicas reais (fotos). 

1 - Material utilizado   
- 2 partes de Trigo
- 1/2 parte de Sal de Cozinha
- Água
- Corante
- Óleo (seoja, milho etc)
- Uma prancha ou outra material que sirva de suporte

 Fig. 02- Material a ser utilizado
OBS: Outros tipos de massa podem ser utilizadas como o biscuit caseiro, massas alternativas


2 - Preparo e Montagem do material
a. Misture duas partes de trigo com meia parte de sal
b. Dilua o corante na cor escolhida na água e vá adicionando água na massa aos poucos até dar ponto de massa de pão ou até que a massa deixe de ficar grudenta. Se possível escolha um corante comestível pois alguns alunos costumam provar a massa durante a atividade.
c. Após a massa atingir o ponto desejado adicione uma colher de sopa de óleo e misture a massa novamente, deixe descansar por 40 minutos ou até a massa crescer um pouco. A quantidade de óleo depende da quantidade de massa.
d. Agora é só utilizar a massa para modelar a vontade.




Fig. 03 - Massas prontas (cores diversas)






Fig. 04
Na sequencia de fotos acima, tem-se que antes de iniciar a construção dos modelos, os alunos participantes, realizaram uma atividade de colorir e identificar os órgãos que compõem o Sistema Digestório, om cores diferentes, para que reproduzissem nos modelos, apenas lembrando que as cores são simplesmente representativas, um modo didático de representação.  

Fig. 05 - Modelo para colorir e identificar o Sistema Digestório

Na figura abaixo, tem-se como primeiro passo, a colocação da prancha, que neste caso, é uma folha de isopor, coberta com cartolina, material leve e fácil de ser adquirido.
Fig. 06 - Prancha suporte


 Fig. 07

Na sequencia de fotos acima, é possível acompanhar a construção do modelo didático pelos alunos, assim como os retoques finais

 Fig. 08
Na fig. 08, ja finalizado, o modelo do Sistema Digestório, já apresenta, seus órgãos identificados com legendas e diferenciados pelas cores

 3 - Observação de peças anatômicas reais
 Nesta etapa, após a confecção dos modelos, foi agendado uma aula no Laboratório de Anatomia Humana da Universidade Federal do Amazonas, no entanto, devido a um erro de comunicação, tal atividade teve que ser transferida para o Laboratório de Ciências Naturais (LCN).

 Fig. 09 - Embarque dos alunos no ônibus da UFAM
  
Já no LCN, e de posse das peças anatômicas, alunos e professor, realizaram comparações entre modelo construído e as peças ali presentes, fazendo inferências comentários acerca da atividade. Mesmo com as peças já desgastadas, os alunos conseguira identificar, peças, como: estômago, tubo digestório, intestinos, pâncreas, vesícula dentre outros. Puderam conferir o tamanho real de um intestino de uma pessoa adulta (Fig.10) 


 Fig. 10
 

Ao termino foi realizado um teste de aprendizagem (Fig. 11), sendo esta a segunda parte da avaliação, a qual consistiu de outro teste prévio, realizado ainda no laboratório de ciências da escola 

fig. 11

Fig. 12

Na fig. 12, apresentamos a faixada da EE. Mayara Redman Abdel Aziz, a qual atua na formação continuada de professores, no apoio pedagógico, no desenvolvimento de metodologias e na elaboração de materiais didático-pedagógicos adequados com a perspectiva voltadas para a inclusão, nela encontram-se o CAP (Centro de Apoio Pedagógico às pessoas com deficiência visual), o CAS (Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez), o CAESP (Centro de Apoio Educacional Específico) e o NAAH/S (Núcleo de atividades de Altas Habilidades/Superdotação.

Sua apresentação se fez necessária, pois em breve a atividade de confecção de modelos, será desenvolvida nesta instituição, uma vez que pode colaborar com o desenvolvimento de habilidade de pessoas com deficiências físicas, sendo está uma caminhada encabeçada pelos colega George, idealizador de tal atividade. 

2 comentários:

  1. Wagner ficou muito boa esta postagem. Se eu conseguir ler tudo que tenho pra ler até o fim de janeiro encaminharei um apanhado geral sobre construção e contraste de modelos e seu uso no ensino de ciências.... Só falta corrigir uma coisa importante sobre PPD. Hoje o termo correto é Pessoas Portadoras de Deficiência, esta forma de tratamento é utilizada pela ONU pois deixa claro que a deficiência ESTÁ NA PESSOA mas não é A PESSOA. Na legislação brasileira não sei qual a forma de tratamento instituída...

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  2. por favor coloque uma imagem do sistema circulatório feito com massa de modelar

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