segunda-feira, 30 de abril de 2012

2a Edição do Circuito da Ciência (2012)


Fig. 1 - Boas vindas ao estudantes
No último sábado (28/04/12)  foi realizada a 2a Edição do Circuito da Ciência ano 2012 no Bosque da Ciência/INPA. Onde o Clube manteve sua participação levando para o local, as coleções biológicas em meio líquido, assim como os jogos didáticos (fig.2). Da coleção biológica foram utilizadas três espécimes, a saber: o macaco, a iguana e uma arraia de água doce, assim como a "Trilha da Metaformose" e "Os  500 anos dos alimentos".

Fig. 2: Barraca do Clube
As escolas participantes desta edição foram:
- EM Ana Mota Braga (São Sebastião);
 - EM Maria Lira Braga (Petropólis);
- EE Irmã Adonai Poleti (Vila da Prata);
- EE Homero de Miranda Leão (Cj. Souza Pinto).


Analisando a eficácia da ação enquanto divulgador da ciência, percebe-se que há uma notória contribuição, no entanto alguns pontos precisam ser salientados, tais como o feed back dos alunos e professores participantes do Circuito, no quesito de tentar sistematizar algum vestigio de aprendizado por parte desses.


Uma outra situação que também precisa ser apontada é quanto ao tipo de informação que é abordada no evento, e aqui posso dizer que sim, o circuito trabalho com informações novas, não atualizadas.


Como assim? Novas mas não atualizadas?

Para tentar explicar essa aparente contrariedade, parto do princípio que a divulgação científica (DC) é um processo contínuo e que portanto não funciona como atividade pontual.

Um conhecimento que pode ser novo para um sujeito X, pode não ser para um sujeito Y. Cabe ressaltar que esta discussão estará presente em meu trabalho de mestrado e que futuramente esterei divulgando.

Fica aqui o agradecimento para o colega Jardel por ter integrado a equipe que nesta ocasião era eu e o Jardel. 


A reportagem completa no site INPA


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Novidade no Site.....

Como foi referido em uma postagem anterior, temos uma novidade no site do Clube, e se trata do espaço de divulgação e indicação de obras cientificas, assim como comentário e resenhas acerca de tais obras, tal espaço foi sugerido pelo colega George, o qual abrirá este ambiente, apresentado e discutindo a obra de Erwin Schrodinger, intitulada de "O que é vida? O aspecto físico da célula viva seguido de Mente e Matéria e Fragmentos autobiográficos.

Segui abaixo o comentário realizado.

Para ensinar ciências é preciso ler bastante.

Todo professor de ciências ou professor graduando que está atualmente em sala de aula já deve ter percebido que para ensinar ciências DE VERDADE é preciso ler bastante sobre “o que ensinar” e o “como ensinar”, claro que apenas isso não basta, mas, já é uma mão na roda. Alguns dizem que ler é bom demais, para mim nunca foi e não é... mas leio mesmo assim aos trancos e barrancos.

Ao indicar todo mês uma leitura interessante para o ensino de ciências, espero ajudar a combater o analfabetismo científico existente também no mundo dos professores de ciências, e claro no meu próprio. Basta olharmos para Newton quando ele afirmou que precisou subir em ombros de gigantes. Assim espero que outros acadêmicos e público em geral, se sintam a vontade para divulgar obras, textos, resenhas, artigos, entrevistas, reportagens e etc que contribuíram com a sua formação acadêmica tornando-os professores melhores.

Os dois primeiros livros estão relacionados com a grande pergunta O que é a vida e como as ciências da natureza tentam respondê-la. São eles: O que é vida? O aspecto físico da célula viva seguido de Mente e matéria e Fragmentos autobiográficos (Fig. 1) e o outro O que é vida?50 anos depois (Fig. 2)





















                                                    
                   Fig. 01                                                                                                   Fig. 02   

O livro O que é vida? O aspecto físico da célula viva é resultado de um curso de palestras públicas proferidas por ninguém menos que Erwin Schrodinger, em 1943, no Trinity College em Dublin, onde Schrodinger apresentou sua visão da Biologia. Para o professor de ciências esta obra é importante pois contribui para que as aulas de citologia possam ultrapassar os limites da biologia já que Schrodinger discute de forma simples coisas como o tamanho do átomo (e cita o impressionante exemplo dado por Lord Kelvin para explicar o tamanho do átomos), movimento térmico, paramagnetismo, movimento browniano, ordem a partir da desordem, ordem a partir da ordem, além é claro, de expor sua opinião sobre hereditariedade e de falar sobre termodinâmica dos seres vivos.

Um fato interessante desta obra é que Schrodinger, mesmo antes da descoberta da estrutura do DNA, propõe que o gene é uma espécie de cristal aperiódico que armazena informação através de um código (como ele fez isso?).

O próprio Schrodinger resume a resposta preliminar a que a obra se destina a expor: “A óbvia incapacidade da física e química atuais para lidar com esses assuntos não é, de forma alguma, razão para duvidar de que eles possam ser abordados por essas ciências”.

Já que grandes vultos da Biologia como J.B.S. Haldane e Francis Crick já admitiram ter sido fortemente influenciados pelas idéias desta obra, então, seria quase um crime não lê-la, não é? É claro que ainda não terminei de ler O que é vida? O aspecto físico da célula viva e estou ansioso para começar a ler O QUE E VIDA?:50 ANOS DEPOIS.

Até a próxima.               

O comentário acima, foi uma colaboração de George Silva Bento , integrante do Clube de Ciências e PIBID/UFAM

Aproveitando o ensejo, também de sua autoria, divulgo o seu blog, intitulado ENSINARCIENCIASMANAUS,   no qual é possível encontrar outras considerações acerca do Ensino de Ciências.

A colaboração neste ambiente é público, logo os interessados em fazer parte da equipe de colaboração, podem enviar e-mail, para os endereços ao lado, de preferência para mim (editor), que será o mais rápido possível postado em nossa página. 

Como fazer Taxidermia de Pequenos Mamíferos


Taxidermia em pequenos mamíferos

Taxidermia (Do grego: táxis = organização, arranjo + derma = pele) é uma atividade ligada a biologia com finalidade de conservar animais mortos, utilizando somente a pele curtida do exemplar.
Taxidermia artística é o processo em que preparamos os animais destinados à exposição em museus e outros eventos ligados a ciências.
Taxidermia cientifica é o processo de preparar animais que são utilizados em catalogações de espécies e estudo científicos nas universidades e museus.
A taxidermia é aplicada somente em animais vertebrados, ou seja, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
Apesar de obedecer a um único objetivo, o resgate de espécies por ora descartadas e a reconstituição das mesmas quando desempenhavam um papel na natureza, a taxidermia atende a públicos diferentes como, por exemplo: donos de animais domésticos, pescadores e caçadores desportistas, museus de História Natural, Zoológicas, Universidades, etc.
Obtenção do animal: A ave ou mamífero cuja pele vai ser empalhada, pode ser obtida pela captura em armadilhas ou a tiro, por doação, compra ou aproveitamento de um animal que morreu naturalmente. Se o animal obtido estiver vivo, deve ser anestesiado e morto com éter ou clorofórmio. Se a peça foi caçada com arma, deve ser limpa do sangue antes de se iniciar o seu preparo.

Material necessário:
Milharina ou Pó de serragem
Arame;
Algodão;
Alicate;
Pincel;
Alfinete;
Régua;
                  Balança;
Lâmina e cabo de bisturi;
Tesoura;
Pinça;
Agulha e linha;
Seringa e agulha;
Etiqueta;
Éter;
Formol 10%;
Jornal 

Anotações prévias

O primeiro cuidado será dar um número ao exemplar morto que vai ser preparado. Esse número será lançado na caderneta de campo, e em um pequeno pedaço de papel vegetal escrito com caneta nanquim e amarrar no pé do animal.
Registram-se na caderneta:
Nome vulgar, na região;
Localidade;
Data em que o animal foi capturado e nome do coletor;
Peso (em gramas);
Sexo.

Mensurações (medidas)
As quatro mensurações feitas pelo colecionador têm grande importância como elemento de estudo e deve ser feito com máximo cuidado. As medidas feitas sobre o animal recentemente morto, não podem ser substituídas pelo animal com a pele preparada.

O primeiro cuidado consiste em verificar se as articulações ainda não estão rígidas (rigor mortais), caso em que será necessário manipular o animal, flexionando até torna-se uniformemente flexível.

As medidas devem ser feitas em milímetros.
1.      Comprimento total (fig.01) – A extensão que vai da ponta do focinho até a ponta da calda excluindo os pêlos;
2.      Cauda (fig. 01) – Extensão desde a base até a ponta, excluindo os pêlos terminais;
3.      Pé posterior (fig.02) – A extensão planar, tomada do calcanhar ao extremo do dedo mais longo;
4.      Orelha (fig.03)– A extensão tomada do entalhe até a borda.
O colecionador deverá anotar um método absolutamente uniforme na realização das medidas e evitar que mais de uma pessoa os faça. 


 Fig.01
 Fig.02

Preparo da pele

As seguintes fases devem ser observadas, limpeza, escalpamento, envenenamento, montagem e secagem.
           

1 - Limpeza

Cuidados especiais de limpeza devem ser dados aos exemplares abatidos a tiro. Os orifícios que sangram, especialmente devem ser lavados com pequenas porções de algodão. Uma pele que se possa preparar sem ser lavada terá melhor aspecto, com brilho mais notável.  
           

2 - Escalpamento

Com um bisturi, canivete, bem afiada ou tesoura, faz-se uma incisão na face ventral do corpo entre o esterno e o púbis, atingindo apenas a pele (Fig. 03).
Em seguida vai-se deslocando esta do corpo, introduzindo o dedo ou uma espátula entre ela e a camada muscular, primeiro dos lados, depois nas costas, caminhando em direção à parte traseira.
Atingindo-se a região das ancas (Fig. 04), empurra-se articulação do joelho em direção à incisão ao mesmo tempo em que se repuxa e destaca a pele em direção contraria, isto é, em direção aos pés; descoberto o joelho corta-se a perna logo abaixo dele pelo lado de dentro, ficando a perna e o pé revestido de pele. Repete-se essa manobra no outro membro (Fig. 03).
Se o animal possuir cauda, como é o caso da maioria dos mamíferos, desloca-se a pele cuidadosamente na sua base e por meio de uma pinça ou com os dedos polegar e indicador força-se a pele da cauda em direção à extremidade (Fig.04). Ao mesmo tempo em que se empurra a pele para a extremidade com os dedos da mão direita, segura-se a base da cauda com a mão esquerda e puxa-se em sentido inverso, a fim de facilitar seu deslocamento.
Terminada essa operação, continua-se o deslocamento na região anterior, deslocando-se a pele do dorso e depois dos ombros e braços tal como se fez com as pernas.
Para escalpar o pescoço e a cabeça vira-se a pele do avesso e puxa-se pela cabeça (Fig. 05), destacando-se cuidadosamente em torno das orelhas e dos olhos (Fig. 06). Terminada a operação a pele estará do avesso, livre da carcaça.    

Envenenamento da pele: Para conservar indefinidamente a pele, espalha-se em sua superfície uma mistura de arsênico e alúmen em pó, enquanto a mesma ainda se encontra úmida. Se estiver muito seca deverá ser previamente umedecida antes de espalhar-se o pó. Caso você não tenha disponíveis esses materiais, umedeça um chumaço de algodão no formol e espalhe sobre a pele.

Enchimento e montagem simples: Uma vez envenenada a pele, enche-se com algodão, estopa ou filaça a fim de se reconstruir o formato do animal. Para facilitar esse objetivo, devemos sustentar os membros e a cauda por meio de fios de arame de grossura e resistência proporcionais ao tamanho do animal. Se este possuir cauda, corta-se um arame de grossura adequada e um pouco maior que a própria cauda, recobre-se com uma camada de algodão abundantemente pulverizado de alúmen e arsênico e introduz-se na cauda até a extremidade, sem estica-la demais.
Depois se corta quatro arames, que são respectivamente introduzidos nos quatros membros (Fig. 07) e preenche-se o espaço com algodão até atingir a grossura que possuía o animal em vida. Finalmente toma-se um chumaço de algodão ou de filaça do tamanho do corpo e da cabeça do animal, introduz-se nele, procurando-se dar ao animal empalhado um volume e aspecto idênticos ao que possuía quando vivo. Conseguindo um bom empalhamento, fecha-se a incisão abdominal com alguns pontos (Fig. 08) e fixa-se a peça numa tabua de madeira para secar (Fig. 09).


Secagem: As peles preparadas e empalhadas devem secar a sombra, em lugar ventilado, pois o sol e o calor prejudicam sua conservação. Ao colocar a peça para secagem, se limpa e ajeita-se a pelagem com uma escova fina.


Fig. 03

Fig.04

Fig. 05


Fig. 06

Fig. 07

Fig. 08

  Fig. 09

 Ao término coloca-se naftalina triturada para espantar os insetos, em especial as formigas.



Construção de Modelos didáticos para o Ensino de Ciências

Apesar do título fazer referência para a construção de modelos didáticos para o Ensino de Ciências, temos que antes disso, relatar a nobre iniciativa do colega George Bento, em implantar um Clube de Ciências na EE Ângelo Ramazzotti, no espaço do Laboratório de Ciências, o qual criou em paralelo, um blog para que pudesse realizar uma divulgação na internet.

Fig. 01 - EE. Angelo Ramazzotti

Depois desta ressalva, entraremos em definitivo na apresentação e discussão do tema desta postagem.

Recursos didáticos
Muito se discute o tema relacionado, com o que ensinar ciências, assim como, o porquê, o como e para quê, alem de outros questionamentos. No mas, tem-se que, com o quê ensinar ciências, abrange os recursos didáticos, pois é lógico, que não será somente em meio oral, abstrato que nossos alunos conseguiram "aprender" algo, necessita-se neste enfoque a utilização de materiais, os quais sejam palpáveis para os alunos, algo que seja manipulável.
Em especial, relataremos a eficácia do exercício tátil, uma vez que, o ensino que propicie o exercício da maioria dos sentidos, consequentemente subsidiara uma maior e melhor aprendizagem.
Em tese, tais recursos, auxiliam não só os docentes, pois facilita seu trabalho, mas também auxiliam os discentes, logo, um material que contribui para o ensino/aprendizagem.

Construção dos modelos didáticos
Na experiência proporcionado pelo colega George no Clube de Ciência do Angelo Ramazzotti, tem-se a utilização de modelos didáticos a partir de MASSAS DE MODELAR CASEIRAS,  para o ensino de ciências, na abordagem do estudo do Sistema Digestório. Neste caso, a atividade se deu em conjunto, professor e aluno, puderam construir o recurso didático, algo que divergi da maioria das experiências, pois o que se observar é a construção de tais recursos, somente pelo professor.

A seguir apresentaremos, as três etapas da atividade, sendo elas:
1 - Material utilizado;
2 - Preparo e Montagem do material (fotos);
3 - Observação de peças anatômicas reais (fotos). 

1 - Material utilizado   
- 2 partes de Trigo
- 1/2 parte de Sal de Cozinha
- Água
- Corante
- Óleo (seoja, milho etc)
- Uma prancha ou outra material que sirva de suporte

 Fig. 02- Material a ser utilizado
OBS: Outros tipos de massa podem ser utilizadas como o biscuit caseiro, massas alternativas


2 - Preparo e Montagem do material
a. Misture duas partes de trigo com meia parte de sal
b. Dilua o corante na cor escolhida na água e vá adicionando água na massa aos poucos até dar ponto de massa de pão ou até que a massa deixe de ficar grudenta. Se possível escolha um corante comestível pois alguns alunos costumam provar a massa durante a atividade.
c. Após a massa atingir o ponto desejado adicione uma colher de sopa de óleo e misture a massa novamente, deixe descansar por 40 minutos ou até a massa crescer um pouco. A quantidade de óleo depende da quantidade de massa.
d. Agora é só utilizar a massa para modelar a vontade.




Fig. 03 - Massas prontas (cores diversas)






Fig. 04
Na sequencia de fotos acima, tem-se que antes de iniciar a construção dos modelos, os alunos participantes, realizaram uma atividade de colorir e identificar os órgãos que compõem o Sistema Digestório, om cores diferentes, para que reproduzissem nos modelos, apenas lembrando que as cores são simplesmente representativas, um modo didático de representação.  

Fig. 05 - Modelo para colorir e identificar o Sistema Digestório

Na figura abaixo, tem-se como primeiro passo, a colocação da prancha, que neste caso, é uma folha de isopor, coberta com cartolina, material leve e fácil de ser adquirido.
Fig. 06 - Prancha suporte


 Fig. 07

Na sequencia de fotos acima, é possível acompanhar a construção do modelo didático pelos alunos, assim como os retoques finais

 Fig. 08
Na fig. 08, ja finalizado, o modelo do Sistema Digestório, já apresenta, seus órgãos identificados com legendas e diferenciados pelas cores

 3 - Observação de peças anatômicas reais
 Nesta etapa, após a confecção dos modelos, foi agendado uma aula no Laboratório de Anatomia Humana da Universidade Federal do Amazonas, no entanto, devido a um erro de comunicação, tal atividade teve que ser transferida para o Laboratório de Ciências Naturais (LCN).

 Fig. 09 - Embarque dos alunos no ônibus da UFAM
  
Já no LCN, e de posse das peças anatômicas, alunos e professor, realizaram comparações entre modelo construído e as peças ali presentes, fazendo inferências comentários acerca da atividade. Mesmo com as peças já desgastadas, os alunos conseguira identificar, peças, como: estômago, tubo digestório, intestinos, pâncreas, vesícula dentre outros. Puderam conferir o tamanho real de um intestino de uma pessoa adulta (Fig.10) 


 Fig. 10
 

Ao termino foi realizado um teste de aprendizagem (Fig. 11), sendo esta a segunda parte da avaliação, a qual consistiu de outro teste prévio, realizado ainda no laboratório de ciências da escola 

fig. 11

Fig. 12

Na fig. 12, apresentamos a faixada da EE. Mayara Redman Abdel Aziz, a qual atua na formação continuada de professores, no apoio pedagógico, no desenvolvimento de metodologias e na elaboração de materiais didático-pedagógicos adequados com a perspectiva voltadas para a inclusão, nela encontram-se o CAP (Centro de Apoio Pedagógico às pessoas com deficiência visual), o CAS (Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez), o CAESP (Centro de Apoio Educacional Específico) e o NAAH/S (Núcleo de atividades de Altas Habilidades/Superdotação.

Sua apresentação se fez necessária, pois em breve a atividade de confecção de modelos, será desenvolvida nesta instituição, uma vez que pode colaborar com o desenvolvimento de habilidade de pessoas com deficiências físicas, sendo está uma caminhada encabeçada pelos colega George, idealizador de tal atividade. 

Meliponário


No dia 9/12/11, uma sexta-feira, um grupo composto de 9 integrantes do Clube, participou de uma atividade referente a Meliponicultura, a qual é a atividade de criação racional de abelhas sem ferrão (Meliponíneos). Embora existam centenas de espécies no Brasil, as principais abelhas indígenas, conhecidas como sem ferrão, são a uruçu verdadeira, uruçu amarela, jataí, mandaçaia e tiuba amarela (Confederação Brasileira de Apicultura - CBA).
As considerações a seguir foram retiradas do trabalho de dissertação de Izaura Bezerra Francini, com o título, Variabilidade genética do loco csd em populações de ativeiro de Melipona interrupta manaosensis Schwarz, 1932 e Melipona seminigra merrillae Cockerell, 1919 (Apidae, Meliponini) na Amazônia, desenvolvido no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM) no Programa de Pós-Graduação em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva no ano de 2008.

Os recortes apresentados, podem ser encontrado no intervalo das páginas 02 a 10.

As espécies Melipona (Michmelia) seminigra merrillae, a jandaíra-da-Amazônia ou uruçu-boca-de-renda e Melipona (Melikerria) interrupta manaosensis, jandaira-preta-da-Amazônia ou jupará, são espécies abundantes na Amazônia Central.

As abelhas sem ferrão são comumente criadas, artesanal ou comercialmente, em diversas regiões do Brasil e especialmente no Amazonas. É uma atividade frequentemente desenvolvida por comunidades tradicionais, fazia parte da vida social e religiosa dos antigos Maias, que consideravam o mel de Melipona beecheii, como sagrado. Atualmente, apesar da criação destas abelhas, em larga escala, representar um desafio, a Meliponicultura é considerada uma atividade importante para a conservação da biodiversidade e para o desenvolvimento da agricultura sustentável, sinalizando novas possibilidades econômicas.

O mel dos meliponíneos tem maior valor comercial que o de Apis mellifera, por ser usado como produto nutricional e terapêutico pelas populações locais. Além do mais, a Amazônia, tem o maior potencial do Planeta para a criação de abelhas sem ferrão e produção de mel e pólen.

A conservação destas abelhas e de seus habitats é, muito provavelmente, a maior contribuição da Meliponicultura além do benefício imediato de ser uma fonte de renda adicional. Em sua maioria, as abelhas sem ferrão são monogínicas, cada colônia tem apenas uma rainha e monândricas, a rainha é inseminada por um macho. O fato de rainhas de Meliponini, na maioria das vezes, serem inseminadas por um macho diminui a variabilidade genética e consequentemente aumenta a chance de produção de macho diplóide.

Após está breve apresentação, a qual ressaltamos, que não colocamos as devidas referencias, haja vista que as mesma podem ser consultadas no trabalho.

O meliponário que foi visitado, encontra-se em uma sitio da profa. aldeniza, na localidade de Puraquequara, um bairro de Manaus.
Nesta atividade tivemos como instrutora a sra. Aldenora Lima de Queiroz, a qual conduziu nossa turma pelo meliponario, como mostram as fotos a seguir.  

 Fig. 01

Na fig. 01, tem-se uma parte da colônia com algumas abelhas, as quais foram alocadas em uma caixa de madeira. "Pequenos troncos de acariquara ou outras madeiras serrados e escavados no centro presos com dobradiças formam um ótimo ninho de colônias de abelhas" (GRIBEL, et. al, 2008, p.17).


 Fig. 02
Na imagem acima é possível perceber o tronco de arvore que foi retirado, de um outro local, e colocado no meliponário.  


 Fig. 03

Ao centro da flor, uma abelha, possivelmente da espécie Plebeia ou Aparatrigona, no processo de polinização. 


 Fig. 04
Aluna escavando um tronco de árvore para a qual será transportada as colônias de abelhas. 


Fig. 05
Acima tem-se a equipe que participou desta atividade (da esquerda para a direita): Angélica, Suellen, Jardel, Aldenora, Profa. Aldeniza, George, Mariceli e Louise, (em baixo), Jeferson e Janaína.

Fonte.

- FRANCINI, IZAURA BEZERRA.Variabilidade genética do loco csd em populações de cativeiro de
Melipona interrupta manaosensis Schwarz, 1932 e Melipona seminigra merrillae Cockerell, 1919. 2008. 93 f. Dissertação (mestrado), Programa de Pós-Graduação em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva INPA/UFAM, Manaus. Disponível em: http://gcbev.inpa.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_details&gid=81&Itemid=96
- GRIBEL, R. et al. Polinização e manejo dos polinizadores do cupuaçu (Theobroma grandiflorum). Manaus: INPA, 2008. 32p. 


Retorno....

Hoje 27 de dezembro de 2011, recordo que já faz aproximadamente 2 meses que o Clube fez sua ultima postagem colaborativa, foram realizadas algumas atividades no mês de novembro, as quais devido outras obrigações estudantis, não puderam ser divulgadas paralelamente, em dezembro, período de provas, entrega de trabalhos, seja em nível de graduação e pós, também colaboraram para que houvesse uma parada em nossas postagens.

Mas nesse última semana do ano, por estarmos um pouco mais "ociosos", dedicaremos atenção exclusiva as postagens.

Lembrando que nesse mês se encontra nas bancas de revistas, a edição 17 da Revista Gestão Escolar  (dez/2011-jan/2012) a qual traz em uma de suas reportagens, o tópico Como montar um laboratório de Ciências completo, o qual teve como colaboradora a Profa. Aldeniza, lembrando que o mesmo tópico, ja está postado, em nosso site, sendo este a nossa maior contribuição.

Nas próximas postagens, também será discutido uma atividade referente ao Meliponário, visitado pelos integrantes do clube, assim como uma atividade desenvolvida por um de nossos colaboradores, acerca da implantação de um clube de ciências em uma escola pública da rede estadual de ensino na cidade de Manaus, com a confecção de modelos didáticos a partir de massas de modelar em tamanho reais, assim como um a realização de taxidermia pelos alunos desta escola.

Uma outra novidade em nosso site, será a divulgação semanal de obras, acerca da Educação e Ensino de Ciências, assim como eventos científicos na área, seja, congresso, simpósio, encontro, reunião e assim por diante. 
A divulgação das obras serão em formato de resenha ou mesmo comentários, os quais partirão de colaboradores do Clube, e para estrear esse novo espaço, temos a apresentação dos livros: O que é vida? O aspecto físico da célula viva seguido de Mente e matéria  e Fragmentos autobiográficos de Erwin Schrodinger, um colaboração de George Silva Bento.

Manaus, em um dia de chuva.....
Do Laboratório de Ciências Naturais (UFAM)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Produção Científica

Muito se diz que a região norte não contribui para o conhecimento científico, e não estão de todo errados, mas esse panorama está mudando, uma vez que mais e mais o homem do norte tem se embrenhado pela pesquisa, seja ela quali ou quantitativa, seja nas ciências naturais ou humanas.

A baixo seguem algumas contribuições no campos da pesquisa em educação apresentadas recentemente em em eventos regionais e nacionais, assim como em revistas eletrônicas.

Mapas Conceituais
Casa da Física
Espaços não formais
Pé-de-Pincha
PIBID/CIENCIAS NATURAIS/2010
PIBID/CIENCIAS NATURAIS/2011

Em breve mais contribuições....


 

Clube de Ciências na Aldeia do Conhecimento



Animais taxidermizados e em meio liquido, assim como jogos educativos foram apresentados no stand do Clube de Ciências/UFAM nesses dias da Semana C&T realizado em todo território brasileiro, na capital amazonense, as atividades ficaram alocadas em dois pontos, a já tradicional Estação Ciência (SECT/AM) no Clube do Trabalhador/SESI e nesta oportunidade surgiu a iniciativa do Bosque da Ciência/INPA com a Aldeia do Conhecimento.

Abaixo algumas fotos do espaço Clube de Ciências no dia 20/10 (quinta-feira)








A cada dia de atividade, monitores do Clube de Ciências e bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência da UFAM do curso de Ciências Naturais se reversavam para movimentar o Clube seja na parte de socialização do conhecimento científico para um publico adulto, assim como nos jogos e brincadeiras com o público infantil.


Na imagem acima vemos a monitora Paula Mayara que concedeu uma uma rápida entrevista falando a cerca do Clube de Ciências e suas atividades com os jogos educativos, para o setor de jornalismo do INPA (noticia), tal relato foi acompanhado pela fala de um outro integrante do Clube, Gustavo Augusto.





Em postagens futuras, mais momentos Clube de Ciências......


Mais fotos